Ceará diz estar pronto para volta da torcida ao Castelão; saiba detalhes do protocolo
Clube priorizará sócio-torcedor em reabertura e terá procedimento fiel ao preconizado pela CBF; Contudo, aguarda liberação
A CBF divulgou o protocolo para o retorno dos torcedores aos estádios de futebol do Brasil. Pelas regras anunciadas, que precisarão ser aprovadas tanto pelos conselhos técnicos dos campeonatos quanto pelas autoridades sanitárias locais, haverá exigência de testes ou de vacinação completa para as torcidas.
E o Ceará aprovou o protocolo da entidade e diz estar pronto para implementação, até imediata se necessário.
"Analisamos o protocolo e está dentro daquilo que a gente já tinha montado para apresentar quando for provocado pela Federação e Governo do Estado. O clube gostou bastante. Agora é esperar a liberação. O protocolo foi bem elaborado. Se o tivesse jogo domingo com torcida, o Ceará já estaria preparado", declarou Veridiano Pinheiro, diretor de operações do Vozão.
A liberação só deve acontecer desde que aprovadas em reuniões extraordinárias dos seus conselhos técnicos para as Séries A, B e C, além da Copa do Brasil, além, claro, do sinal verde das autoridades locais, como o Governo do Estado do Ceará e a Prefeitura de Fortaleza.

SÓCIOS-TORCEDORES PRIORIZADOS
No Campeonato Brasileiro, o retorno das torcidas só valerá para o clube mandante, "a fim de se evitar deslocamentos de torcedores de outras localidades". Veridiano afirma que o clube já estuda como procederá caso a torcida alvinegra possa ir ao Castelão acompanhar o time.
"A quantidade de torcida para apoiar o Ceará vai depender muito da capacidade liberada para o Castelão. Depende das autoridades sanitárias. Se tivermos 30% da capacidade, conseguiremos atender aos sócios- torcedores, toda nossa base de sócios e ainda sobrarão ingressos para comercialização. Abaixo disso ficará apertado e apenas sócios poderão ir ao jogo. A prioridade será o sócio-torcedor do Ceará", explicou.
CRITÉRIOS PARA LIBERAÇÃO DE CAPACIDADE
Para definir a quantidade de pessoas liberadas em cada jogo, o cálculo conta com seis variáveis para definir o que a CBF chama de "taxa de normalidade":
- Taxa de incidência de casos de Covid-19;
- Tendência da taxa de casos novos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias
- Mortalidade por Covid-19 por 1 milhão de habitantes nos últimos 14 dias
- Tendência da taxa de mortalidade por 1 milhão de habitantes nos últimos 14 dias
- Letalidade de Covid-19 (global); e porcentual da população plenamente vacinada

TESTES OU VACINA
Pelas regras do protocolo, o torcedor que quiser comparecer ao estádio terá que comprovar o teste negativo de Covid-19 pelo método RT-PCR realizado em até três dias antes da data da partida. Ou pelo método de antígeno, aceito em até dois dias.
Se estiver totalmente vacinado, o torcedor só precisará apresentar o comprovante. A CBF entende que o fã de futebol estará imunizado se tiver tomado as duas doses ou a dose única no caso dos fabricantes deste imunizante específico.

OBSERVAÇÃO E ESTUDO
Para Veridiano, o Ceará já vinha se preparando para a operação de liberação para jogos da Série A, com sua diretoria acompanhando jogos de outros clubes já com liberação de torcida, como Flamengo e Defensa Y Justicia, pela Libertadores em Brasília.
"O clube mandante será responsável por executar, e a CBF acompanhará, com as autoridades sanitárias fiscalizando. Nós já temos um protocolo em mãos para apresentar para todos. O Ceará diretamente com a Arena Castelão vem se mobilizando e acompanhando como está acontecendo em outros lugares. Assistimos ao jogo do Flamengo com público, vi a operação e vou para Atlético e River Plate no Mineirão".
Exigências da CBF estão dentro do previsto e planejado pelo Ceará. "Nada fora do que a gente vem vivenciando, como distanciamento, triagem na compra de ingressos, vacinação completa ou PCR até 72h, no dia do evento venda só online, medição de temperatura, álcool em gel em vários setores, distanciamento das cadeiras. A Arena Castelão é gigante, mas nada que não tenha um operacional que a gente monte rápido".
Fonte: Diário do Nordeste
