Total de visualizações de página

segunda-feira, 2 de maio de 2022

 Bolsonaro rompe hegemonia da esquerda no 1º de Maio; Lula pede desculpas a policiais

Contrariando previsões de analistas políticos, os protestos de 1º de Maio, realizados neste domingo, foram pacíficos e contaram com discursos moderados tanto de apoiadores do governo quanto da oposição. O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotaram discursos ponderados. Aconselhados por coordenadores eleitorais, ambos evitaram tons que pudessem gerar denúncias por propaganda eleitoral antecipada.

Por duas ocasiões, por exemplo, Bolsonaro realizou discursos curtos a seus apoiadores. Diferentemente dos atos de 7 de setembro, quando adotou um tom mais contundente contra alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ele resumiu sua participação em Brasília a cumprimentar os apoiadores.

O presidente da República parabenizou os brasileiros que ocuparam parte do gramado da Esplanada dos Ministérios e elogiou a defesa da Constituição, da democracia e da liberdade feita por seus apoiadores. Em discurso remoto transmitido em um telão na Avenida Paulista, disse que o "mal" será "vencido", sem citar as eleições ou Lula. "Venceremos, porque o bem sempre vence o mal", disse.

As manifestações no Dia do Trabalho sempre foram encampadas majoritariamente pela esquerda sindical. Nos últimos anos, no entanto, manifestantes com roupas verdes e amarelas saíram às ruas, principalmente em Brasília e São Paulo, para demonstrar força política durante a data.

Do outro lado, Lula subiu em um palanque organizado por centrais trabalhistas, que contaram com baixa adesão do público. O petista, que já passou uma temporada preso, reforçou várias vezes que não iria falar de eleições e, inclusive, pediu desculpas por uma fala polêmica dita no sábado (30), quando acusou Bolsonaro de não "gostar de gente". "Ele gosta de policial", comentou.

A retratação do petista com os policiais foi uma das primeiras falas dele ao lado de sindicalistas. "Quando eu estava fazendo o discurso, eu queria dizer que o Bolsonaro só gosta de milícia, não gosta de gente, e eu falei que ele só gosta de polícia, não gosta de gente", disse. "E eu queria aproveitar e pedir desculpas aos policiais desse país", complementou.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE