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domingo, 15 de setembro de 2024

 Coronel da Reserva da PM do Ceará, acusado de 'fake news' contra oficial, tem porte de arma suspenso

O oficial entrou com um pedido para ser reformado por motivo de doença, mas a ação foi interrompida após análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Em seguida, ele entrou com Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que foi deferido


O coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar do Ceará (PMCE), Erik Oliveira Onofre e Silva, teve o porte de arma suspenso após alegar ser acometido de transtornos mentais. O oficial é acusado por espalhar "fake news" contra um colega de farda.
O coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar do Ceará (PMCE), Erik Oliveira Onofre e Silva, teve o porte de arma suspenso após alegar ser acometido de transtornos mentais. O oficial é acusado por espalhar "fake news" contra um colega de farda.

DECISÃO

Em maio deste ano, a Justiça do Ceará decidiu a favor do coronel destacando que ele é reformado "com data retroativa a junho de 2020, sendo citado indevidamente para responder a uma sindicância administrativa figurando na qualidade de sindicado, objetivando à apuração de uma postagem de mensagem via Whatsapp de forma privada".

A defesa do agente destaca que o Código Disciplinar dos Militares Estaduais do Ceará exclui o militar reformado de responder por transgressão disciplinar "junto à corporação castrense, posto ser equiparado a aposentado civil, porquanto não possui vínculo específico, obrigação ou dever funcional com a Administração Pública Militar"

FAKE NEWS

Erik, outro coronel e um subtenente viraram réus na Justiça Estadual em abril de 2022, por crimes de calúnia, difamação e injúria praticados ao acusar um oficial, o tenente-coronel Lucivando Rodrigues de Oliveira de uma série de crimes. 

Em 2021, mensagens falsas compartilhadas por meio do WhatsApp apontavam que o tenente-coronel Lucivando Rodrigues de Oliveira abusava de sua função para fins pessoais, com o objetivo cometer delitos como tráfico de drogas, ameaças, peculato e envolvimento com grupos de extermínio. 

Um total de cinco agentes de segurança teriam se unido para impulsionar mensagens. Mas, somente três foram denunciados pelo MPCE na esfera criminal, e dois chegaram a ser condenados na vara cível por danos morais. 

Investigações chegaram aos seguintes nomes responsáveis: o coronel Erik Oliveira Onofre e Silva, o coronel Carlos Alberto Loiola Lopes, ambos da Reserva Remunerada (RR); e o subtenente da Ativa, Djalma dos Santos.

O tenente-coronel vítima das notícias falsas chegou a ser investigado e inocentado em um Inquérito Policial Militar (IPM), que foi arquivado em março deste ano.